quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As regras do jogo

    
   O que há em mim perder-se-á comigo. Não que considere que o que já vivi, que o que aprendi seja assim tão importante ou especial. Falo de mim, mas qualquer um poderia fazer esta afirmação. Todas as pessoas são únicas e têm histórias únicas. Imagino todas as vidas contadas por escrito, mesmo que brevemente e limitadas ao essencial. As histórias fascinam-me! Adoro histórias bem contadas. Histórias verdadeiras, histórias inventadas, histórias baseadas em factos verídicos. Histórias. E sonho com um livro que reunisse todas as histórias de vidas reais. Custa-me que tantas experiências, tanto conhecimento, tanta complexidade e variedade se percam para sempre e que cada um de nós tenha de fazer todo o caminho de novo, como todos os outros antes de nós e como se ninguém tivesse vivido e sentido antes. Quem lesse esse livro interminável, nem que fosse em pequenos excertos, poderia daí tirar algum  proveito, tornando melhor a sua existência e reduzindo bastante o seu sofrimento e o dos outros. Seria uma forma de aperfeiçoar a felicidade humana, assim como se aperfeiçoa a medicina, a tecnologia, o conhecimento em geral. Mas as regras do jogo não são essas... ou talvez todas as histórias já contadas, por escrito, em filmes, em poemas... sejam uma tentativa desse livro sonhado. Houvesse tempo para ler, ouvir e ver tudo.

    (sim, eu sei, a experiência é tudo, ensina muito, esse livro tiraria metade do gozo, etc... eu sei, mas...)

Imagem daqui.

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