terça-feira, 19 de abril de 2016

Amizade em estado puro



  A palavra que de imediato associo à amizade é lealdade. Sou leal até poder ou até me deixarem. Na amizade, interessa-me apenas a felicidade do outro, o seu bem estar.
 
  Sempre achei de uma grande banalidade as pessoas que chamam «amigo» a toda a gente. Mesmo quando era criança. Lembro-me da estranheza de ter ouvido alguém, também na altura bem novo, dizer «Ontem, conheci um amigo...»...
  Pensava por vezes que era eu que era esquisita, mas continuei firme no meu propósito de chamar amigas apenas àquelas pessoas com quem me sentia bem e que me transmitiam confiança. Também tive surpresas, mas vamos aprendendo que não controlamos tudo nem todos e que, tal como os outros, também nos enganamos. Por vezes é a vida que dá umas reviravoltas e sabe-se lá o que passa pela cabeça das pessoas... Outras vezes, são circuntâncias que surgem e que acabam por revelar características que nunca víramos ou não queríamos ver... 

 
Imagem daqui.

4 comentários:

  1. Concordo plenamente. Os verdadeiros amigos são como a água - escorrem, expandem-se, alongam-se, contraem-se infiltram-se e evaporam, mas nunca desaparecem se a água for límpida. Atar a nossa vida à de um amigo é deixarmo-nos levar também pela sua corrente que nos transporta a uma praia, que não sendo a nossa, é uma praia boa para nós.

    Um beijinho, Princesa :)

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    1. Gosto de mergulhos em água límpidas! :) Vamos, Miss Smile?

      Outro beijo de volta.

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  2. Com a devida vénia: tenho para mim que a "amizade" é partilha de gentilezas e simpatias, sem grandes preocupações reais de "quem é quem". Depois, vem o "gostar", que IMPLICA preocupações reais de "quem é quem", além do desejo da partilha de gentilezas e simpatias. É a partir deste
    estado emocional (?) que nasce o "amor" - e o"amor" divide-se em formas, estilos, e satisfação de carências afetivas (...). Em síntese: "se gosto, posso amar", e se "amo, digo" por palavras e gestos - um simples sorriso, por exemplo. A "amizade", tal qual a "vejo", ficou reduzida à ínfima espécie... do mero conhecimento. Complicado? Pois... talvez... Parabéns pelo blog.

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