domingo, 5 de junho de 2016

ainda os dias

   De manhã, muito cedo mesmo, aliás, de madrugada, fui até lá fora. A temperatura já era amena e ouviam-se e viam os pássaros que  cantavam e voavam, livres. O Sol começava a surgir. E nada mais se ouvia, a não ser o dia que começava. Todo o espaço em meu redor estava liberto de pessoas, que certamente dormiam, tantas eram as janelas cerradas. Algo me apertou por dentro, ao receber assim  este dia que continua a ser de espera, Por agora, os pássaros continuam, livres, felizes, a cantar e a voar. O Sol já vai mais alto, as pequenas nuvens dissiparam-se. Não tarda nada, ouvir-se-ão as portas a bater, os carros a andar, verei as pessoas a passear os cães, as crianças continuarão a  brincar como se tudo fosse eterno, enquanto por aqui o tempo continua de espera e a vida, suspensa, se arrasta, esperando a notícia que terá inevitavelmente de chegar.



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